Ciência e arte: escultura de São Jerônimo retorna ao Palácio dos Bandeirantes após restauro

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Escultura de São Jerônimo é exposta no Palácio dos Bandeirantes após restauração inédita com uso de radiação ionizante pelo IPEN.
meio de uma técnica inovadora baseada no uso de radiação ionizante, um avanço in
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O Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo de São Paulo, abriu suas portas para uma peça que une fé, história e inovação tecnológica. A partir desta quarta-feira (17), o público pode conferir a escultura histórica de São Jerônimo, que passou por um minucioso processo de restauração, fruto de uma parceria de mais de uma década entre o Acervo dos Palácios e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN).

restauração: cenário e impactos

Inovação tecnológica a serviço da memória

O diferencial deste restauro reside no método aplicado. A obra, que apresentava danos severos causados pela ação do tempo e por agentes biológicos, foi recuperada através de uma técnica pioneira no Brasil: o uso de radiação ionizante. Essa abordagem científica permitiu tratar a estrutura interna da peça de forma profunda, garantindo sua integridade sem comprometer as características originais da escultura.

Para Nerylson Lima, secretário-executivo da Casa Civil do Estado de São Paulo, o projeto é um exemplo de como a colaboração entre instituições públicas pode render frutos concretos. Segundo ele, ao unir o rigor da ciência com o compromisso da preservação, o Estado consegue proteger bens que são fundamentais para a identidade e a memória cultural paulista.

Uma década de pesquisa e dedicação

A jornada para salvar a imagem de São Jerônimo não foi simples. O trabalho de pesquisa e desenvolvimento de métodos de recuperação entre o Governo de São Paulo e o IPEN estendeu-se por mais de 10 anos. A conquista definitiva do restauro foi alcançada apenas no primeiro semestre de 2025, após sucessivas etapas de testes e análises laboratoriais.

Após a conclusão bem-sucedida do procedimento, a peça permaneceu temporariamente na biblioteca do IPEN. Agora, ao retornar ao Palácio dos Bandeirantes, a obra passa a integrar permanentemente o patrimônio artístico exposto no local, reforçando a importância da conservação preventiva e da aplicação de novas tecnologias no setor cultural.

O papel da ciência na preservação cultural

A curadora do Acervo dos Palácios, Renata Rocco, destaca que a experiência com a escultura abriu caminhos inéditos para a conservação de outras obras que enfrentam desafios complexos. A restauradora-conservadora Adriana Pires complementa que o sucesso do projeto prova que soluções inovadoras podem superar obstáculos que, até pouco tempo atrás, eram considerados impossíveis pela técnica tradicional.

O caso de São Jerônimo serve como um marco para a museologia brasileira, demonstrando que a aproximação entre áreas aparentemente distintas — cultura e ciência nuclear — é um caminho viável e necessário. A iniciativa reforça a missão do Acervo dos Palácios em proteger e valorizar o patrimônio artístico sob sua guarda.

Como visitar a obra

A escultura está disponível para visitação pública no Palácio dos Bandeirantes. Para garantir o acesso, os interessados devem realizar o agendamento prévio com, no mínimo, 48 horas de antecedência. Todas as informações sobre horários e procedimentos para as visitas guiadas podem ser consultadas diretamente no site oficial www.acervo.sp.gov.br.

O Fato Paulista segue acompanhando as iniciativas de preservação do patrimônio cultural e as inovações que impactam a sociedade. Continue conosco para se manter informado sobre os principais acontecimentos, eventos culturais e desenvolvimentos científicos em São Paulo e no Brasil.

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