Maioria estabelecida na Primeira Turma do STF
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu, nesta terça-feira (16), a maioria necessária para condenar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. O julgamento, que analisa uma ação penal de grande repercussão política, aponta o réu pelo crime de coação no curso do processo. O placar atual de 3 a 0 reflete os votos do relator, ministro Alexandre de Moraes, acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
O processo investiga a atuação do ex-parlamentar ao supostamente estimular autoridades dos Estados Unidos a adotarem medidas restritivas contra o Brasil. Entre as ações solicitadas, estariam a aplicação de um “tarifaço” sobre exportações brasileiras, a revogação de vistos de ministros da Corte e de integrantes do governo federal, além da imposição de sanções econômicas baseadas na Lei Magnitsky.
Contexto da acusação e a trama golpista
A denúncia sustenta que as movimentações de Eduardo Bolsonaro teriam como objetivo central pressionar o Poder Judiciário brasileiro. A estratégia visava, segundo a acusação, evitar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro em processos relacionados à trama golpista que tramitam na Corte. A defesa do ex-deputado, por sua vez, tem buscado a absolvição, enquanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) manteve o posicionamento favorável à condenação desde o início das audiências.
O julgamento ainda aguarda o voto do ministro Flávio Dino, que definirá o encerramento da fase de mérito. Uma vez concluída a votação, os magistrados passarão à etapa de dosimetria, momento em que será fixada a pena a ser cumprida pelo réu. A complexidade do caso e os desdobramentos jurídicos colocam este processo como um dos mais emblemáticos envolvendo figuras políticas da gestão anterior.
Situação política e desdobramentos jurídicos
Este episódio ocorre em um momento de afastamento de Eduardo Bolsonaro da vida política ativa no Brasil. Desde o ano passado, o ex-deputado reside nos Estados Unidos. Sua ausência prolongada das atividades legislativas na Câmara dos Deputados resultou na cassação de seu mandato parlamentar, decisão confirmada em dezembro de 2025, o que alterou significativamente o cenário de sua atuação pública.
A repercussão do caso nas esferas jurídica e política é ampla, levantando debates sobre os limites da atuação de parlamentares e o uso de influência externa em processos internos do Judiciário. Acompanhe o portal Fato Paulista para atualizações sobre o desfecho desta votação e os próximos passos do processo no Supremo Tribunal Federal. Nosso compromisso é levar até você a informação apurada, contextualizada e com a seriedade que os fatos exigem.




