A fotojornalista Tânia Rêgo, integrante da equipe da Agência Brasil, foi agraciada com uma menção honrosa no prestigiado Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente e Direito dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais. O reconhecimento, entregue na tarde de quinta-feira, 11 de junho de 2026, em Brasília, destaca o conjunto de imagens que compõem a reportagem “Áreas de retomada guarani em MS enfrentam dificuldades e violência”, publicada em setembro de 2024.
A premiação sublinha a relevância do fotojornalismo na visibilização de pautas urgentes e, em especial, na defesa dos direitos dos povos originários e da preservação ambiental. Em um momento de crescente debate sobre a comunicação pública, a distinção de Tânia Rêgo reforça o papel fundamental de agências como a Agência Brasil em trazer à tona realidades muitas vezes ignoradas pela grande mídia.
Homenagem à Resiliência: O Prêmio Dom Phillips e Bruno Pereira
O Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira carrega um simbolismo profundo, homenageando o jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista brasileiro Bruno Pereira, brutalmente assassinados em 2022 enquanto realizavam pesquisa na Amazônia. Ambos dedicavam suas vidas à documentação e proteção dos povos indígenas e do meio ambiente, tornando o prêmio um farol para o jornalismo engajado e comprometido com essas causas.
Receber uma menção honrosa neste contexto é um testemunho do impacto do trabalho de Tânia Rêgo, que, por meio de suas lentes, dá voz e visibilidade a comunidades que lutam diariamente por sua terra e sua existência. A cerimônia de entrega foi marcada por emoção e pela reafirmação da importância de uma imprensa livre e atuante na defesa dos direitos humanos e ambientais.
Retratando a Luta: A Profundidade do Trabalho de Tânia Rêgo
As imagens premiadas de Tânia Rêgo focam na retomada Guapo’y Mirin Tujury, localizada no Mato Grosso do Sul, uma região marcada por conflitos agrários e violência contra os povos indígenas. A fotojornalista relembrou o cenário tenso que encontrou: “As fotos são de uma retomada Guapo’y Mirin Tujury, que fica no Mato Grosso do Sul. Quando a gente chegou lá, eles tinham sofrido um massacre em que um indígena tinha sido morto e dois menores tinham sido atingidos.”
A reportagem capturou um momento crítico, onde a comunidade se reunia para decidir os próximos passos após a tragédia, em meio ao temor de que o corpo do indígena assassinado pudesse desaparecer. Tânia Rêgo destacou a importância de documentar esses instantes: “Era um momento tenso e de grande importância.” Sua sensibilidade e coragem em registrar a vulnerabilidade e a resiliência desses povos são um pilar do jornalismo que busca a verdade e a justiça.
Para a fotojornalista, a defesa das comunidades indígenas e dos povos tradicionais é intrinsecamente ligada à defesa do meio ambiente. Ela enfatiza a brutalidade enfrentada por essas populações: “Os indígenas das retomadas são povos que sofrem todo tipo de violência, o tempo inteiro. Então, esse tipo de violência física, de matar, violências psicológicas diárias, violências da polícia militar, dos fazendeiros. De todos os lados. E eles são, realmente, guerreiros e precisam ser visibilizados.”
Agência Brasil: Uma Trajetória de Jornalismo Engajado e Premiado
A menção honrosa de Tânia Rêgo não é um fato isolado na trajetória da Agência Brasil. Na mesma cerimônia, a Radioagência Nacional, também parte da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), conquistou o terceiro lugar na categoria iniciativa de educação midiática com o podcast “Crianças Sabidas – Série Trilhinhas Amazônicas”, reforçando o compromisso da instituição com a informação de qualidade em diversas plataformas.
Ao longo dos anos, a Agência Brasil tem sido reconhecida por seu jornalismo de impacto. Em 2025, o fotógrafo Marcelo Camargo recebeu menção honrosa no prêmio da Sociedade Interamericana de Imprensa (IAPA) pela série “Ancestral Firefighters”, que documentou o trabalho de brigadistas quilombolas no combate a incêndios no Pantanal em 2024. Já em 2024, dois outros fotógrafos da agência foram vencedores da 41ª edição do Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo.
Paulo Pinto conquistou o primeiro lugar com a foto “7×1”, que retratou a repressão policial em uma manifestação do Movimento Passe Livre (MPL) em São Paulo. Em segundo lugar, Fernando Frazão foi premiado com “Tenho Minha Vida de Volta”, que registrou o emocionante reencontro de Carlos Vitor Guimarães com sua família após ser preso injustamente no Rio de Janeiro. Esses prêmios atestam a dedicação da Agência Brasil em produzir conteúdo relevante e acessível, com suas imagens sendo disponibilizadas gratuitamente para republicação, desde que citada a fonte.
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