
O Brasil alcançou um marco significativo na inclusão digital e na educação, superando a marca de 100 mil escolas públicas com acesso à internet gratuita e de qualidade para fins pedagógicos. Segundo os dados mais recentes do Indicador Escolas Conectadas (Inec), o país registrou 100.720 instituições de ensino básico conectadas dentro dos parâmetros considerados adequados pelo governo federal. Este avanço representa um passo crucial na democratização do acesso à tecnologia e na redução das desigualdades educacionais em todo o território nacional.
A conquista é resultado da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), um programa ambicioso coordenado pelos Ministérios da Educação (MEC) e das Comunicações (MCom), em colaboração com estados e municípios. A meta estabelecida pelo governo é ambiciosa: garantir que todas as 138 mil escolas públicas de educação básica do país estejam conectadas até o final de 2026, transformando o cenário educacional brasileiro.
O avanço da conectividade escolar no país
A trajetória de expansão da conectividade nas escolas públicas tem sido notável nos últimos anos. Em 2023, apenas 45,4% das instituições de ensino público brasileiras possuíam acesso à internet considerado adequado. Esse percentual demonstrou um crescimento consistente, atingindo 57,3% em dezembro de 2024 e saltando para 69,7% ao final de 2025. Os dados mais recentes, de abril de 2026, confirmam a aceleração, com 72,9% das escolas já dentro dos padrões de conectividade.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou a importância desse resultado em nota oficial. Ele ressaltou que o marco é fruto de um esforço robusto de infraestrutura iniciado em 2023, que visa levar a inclusão digital a todas as regiões do país. “Esse é um momento histórico para a educação e para a inclusão digital do Brasil. Ter mais de 100 mil escolas com acesso gratuito à internet é uma realidade pela qual o governo trabalhou intensamente”, declarou o ministro.
Estratégia Nacional: pilares e objetivos pedagógicos
A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas vai além da simples oferta de acesso à internet. O programa busca assegurar uma conexão estável e de alta velocidade, com a implementação de redes Wi-Fi robustas e adequadas para o uso diário em salas de aula e outros ambientes escolares. O foco principal é o uso pedagógico da tecnologia, visando integrar ferramentas digitais ao processo de ensino-aprendizagem.
A iniciativa visa ampliar o acesso a plataformas educacionais inovadoras, facilitar a realização de aulas digitais interativas e oferecer recursos para a capacitação continuada de professores. O ministro da Educação, Leonardo Barchini, enfatizou que a Enec é fundamental para garantir a igualdade de oportunidades entre os estudantes da rede pública. “A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas articula políticas e ações para universalizar o acesso à internet de qualidade e garantir o uso pedagógico da tecnologia em todas as escolas públicas”, afirmou.
Redução de desigualdades e impacto regional
Um dos impactos mais significativos da Enec é a contribuição para a redução das desigualdades educacionais, especialmente em áreas historicamente desfavorecidas. A Região Norte do Brasil, por exemplo, registrou o maior crescimento proporcional na conectividade, superando desafios logísticos que sempre dificultaram o acesso à infraestrutura digital.
Em dezembro de 2023, apenas 23,6% das escolas do Norte possuíam internet adequada. Esse índice subiu para 36,7% em 2024, alcançou 60,5% em 2025 e chegou a 64,3% em abril deste ano. Essa expansão tem sido crucial para levar conexão de qualidade a escolas que, até então, estavam praticamente isoladas digitalmente, promovendo um ambiente de aprendizado mais equitativo. A execução do programa é realizada pela Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE), sob a coordenação dos Ministérios das Comunicações e da Educação.
O caminho para a universalização da conectividade
Apesar do avanço expressivo, o governo federal continua focado em atingir a meta de conectar todas as escolas públicas de educação básica até o final de 2026. A universalização da conectividade é vista como um pilar essencial para a modernização do sistema educacional brasileiro, preparando estudantes para os desafios do mercado de trabalho e para a cidadania digital. A continuidade dos investimentos em infraestrutura e a articulação entre os diferentes níveis de governo serão determinantes para consolidar esses resultados e garantir que nenhuma escola fique para trás.
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