A segurança viária nas grandes metrópoles brasileiras ganha um novo aliado tecnológico. A 99, plataforma de mobilidade urbana, implementou um sistema avançado de monitoramento voltado aos motociclistas parceiros, utilizando algoritmos e sensores para identificar e corrigir comportamentos de risco em tempo real. A iniciativa busca reduzir o número de acidentes e promover uma condução mais consciente nas vias públicas.
Como funciona o monitoramento de condutores
O sistema desenvolvido pela empresa atua como um copiloto digital. Através de sensores integrados, o algoritmo capta manobras irregulares, como acelerações e frenagens bruscas, curvas acentuadas e mudanças abruptas de faixa. Além disso, o monitoramento já contempla o excesso de velocidade. A expectativa é que, em breve, a tecnologia passe a identificar infrações graves, como o avanço de sinal vermelho, tráfego na contramão e circulação sobre calçadas.
Quando uma irregularidade é detectada, o motociclista recebe um alerta preventivo diretamente no aplicativo. Segundo dados do Relatório de Direção, referente ao primeiro trimestre de 2026, a estratégia tem se mostrado eficaz: até 82% dos condutores corrigem seu comportamento após receberem os avisos.
Resultados práticos e a experiência no Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro serviu como cidade piloto para a implementação da tecnologia. Em março de 2026, a capital fluminense registrou o melhor desempenho da iniciativa, com 82% dos motociclistas ajustando a forma de pilotar após as advertências. Esse movimento de fiscalização tecnológica ganhou força após a prefeitura local decidir, em outubro de 2025, endurecer o controle sobre manobras perigosas realizadas por veículos de aplicativos.
Os dados nacionais acompanham essa tendência positiva. Em março, mais de 80% dos motociclistas alertados em todo o país melhoraram sua condução. A empresa destaca que a combinação entre tecnologia e educação tem gerado um impacto real, resultando em uma redução de 35% nos acidentes registrados no primeiro trimestre de 2026, um avanço significativo em comparação aos 11% de queda observados no mesmo período do ano anterior.
Regras, restrições e o compromisso com a segurança
Para garantir a eficácia do programa, a 99 estabeleceu critérios rigorosos de avaliação. Maria Luiza Marcolan, gerente sênior de segurança da empresa, explica que é exigida uma nota mínima de 60% para que o motorista permaneça ativo na plataforma. Caso o condutor não apresente melhorias em um prazo de 15 dias após o alerta, ele está sujeito a restrições temporárias.
O sistema de penalidades é progressivo: a primeira restrição retira o motorista da plataforma por cinco dias. Em caso de reincidência, o período de suspensão aumenta para dez dias e, posteriormente, 30 dias. Se o comportamento inadequado persistir, o bloqueio definitivo é aplicado. A empresa reforça que o objetivo central não é o punitivo, mas sim a mudança de hábito, já que 60% dos condutores que sofrem a primeira restrição conseguem se adequar às normas de segurança.
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