Polemizando – Edição 354

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Polemizando
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  Polemizando –  “O Ladrão Volta a Cena do Crime”

Dia desses estava eu meio macambúzio, não estava a fim de encontrar ninguém, mas queria tomar uns guaranás. Desci do ônibus e parei numa pequena, porém simpática, birosca na Cohab 2. Pedi uma cerveja e um quente para quebrar o gelo. Quando comecei a virar o copo americano, uma mão pesou em meu ombro e logo ouvi “Gordo danado, quanto tempo! Que saudades! Não lembra mais de mim?”, questionou. Eu meio contrariado lhe ofereci um copo de cerveja, de pronto ele aceitou.

 

Polemizando –  “O Ladrão Volta a Cena do Crime” DOIS

Apesar de eu gostar muito da pessoa, eu não estava muito a fim de conversar, queria eu ficar sozinho, colocando notas de R$ 2 na Jukebox e ouvir os meus sambas preferidos. Mas tudo bem começamos um bate papo. Vocês leitores desta Coluninha de Quinta Categoria, devem estar se perguntando quem é o indivíduo que me abordou em plena tarde de sábado na Cohab 2?

Respondo: era ele, nada mais, nada menos que o dramaturgo marginal Chico Sorveteiro, mulherengo confesso, boêmio inveterado, poeta das madrugadas e – sobretudo isso – um grande amigo a quem rendo muita admiração.

 

Polemizando –   “O Ladrão Volta a Cena do Crime” TRÊS

Já estávamos na sexta cerveja e eu já estava animado com o bate papo, quando Chico Sorveteiro começou a contar alguns trechos de seu mais novo espetáculo teatral: “O Ladrão Volta a Cena do Crime”. Ele me garante que o nome do espetáculo nada tem a ver com a polaridade politica que o Brasil passa nos dias de hoje, pois a trama toda é ficção, garante ele. Tudo fruto de sua fértil imaginação alimentada com muitas notas de R$ 2 nas Jukebox da vida, algumas cachaças e amizades duradouras com as moças que atuam nas casas da Boca do Lixo. “Gordo, não quero encrenca para o meu lado porra, tudo nesta peça é ficção”, disse ele para mim antes de contar um trecho da sinopse do espetáculo.

 

Polemizando – “O Ladrão Volta a Cena do Crime” QUATRO

Segundo o Chico Sorveteiro me contou, a trama se passa na fictícia cidadezinha de Calixtolândia, uma cidade que cresceu, mas ainda sofre com um atrasado provincianismo. A trama se dá quando um corrupto volta a administrar um equipamento público, onde foi exonerado com denúncias de corrupção como cobrar por locação do dito espaço. Mesmo depois de exonerado, em seu último dia, furtou bens públicos como cadeiras, bebedores e mesas. De acordo com o fictício roteiro, o exonerado em questão levou os bens públicos em um caminhãozinho na calada da noite. Acontece que o dito corrupto em questão, conhecido por Maiol, trocou de padrinho político, que não sabe das falcatruas, mas todo o povo da cidadezinha sabe o que o Maiol aprontou na gestão passada.

 

Polemizando – “O Ladrão Volta a Cena do Crime”  CINCO

Já estávamos na oitava cerveja e havíamos derrubado uma garrafa inteira de quente e o Chico Sorveteiro, me contou sobre o “ponto de virada” do roteiro. A história pega fogo quando um integrante do grupo, que ajudou a eleger o padrinho político, ficou todo choroso por não ter sido o escolhido para assumir o cargo. Aí ele correu, mas correu muito e chorando pelos cantos de Calixtolândia foi caguetando geral, inclusive disse tudo a um maldoso e perverso jornalista, que apesar de velho, ainda tem muita sede por um furo de reportagem. Já estávamos meio cambaleantes e “dando risada à toa” quando o Chico Sorveteiro disparou: “Gordo safado não vou contar mais porra nenhuma deste roteiro, você é capaz de sair por aí dando spoiler”, terminou a conversa e mandou colocar a dolorosa na “conta do Abreu”. Montou em se fiel companheiro o pangaré Pé de Corrida e foi embora gritando: “tudo isso é ficção, não quero problemas”.

 

 

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