Com o objetivo de atualizar a população de São Mateus a respeito do processo de licenciamento ambiental para ampliação do Aterro Sanitário CTL – Central de Tratamento de Resíduos Leste, a Ecourbis Ambiental está convidando moradores da região – lideranças sociais – para apresentações sobre o projeto. As duas primeiras reuniões foram realizadas nos dias 1 e 16 de outubro, no auditório da CTL.
Em 1º de outubro, a apresentação sobre o projeto de ampliação foi feita por Ednei Rodrigues, Superintendente de Engenharia, Inovação e Projetos da Ecourbis, que destacou o fato de a CTL receber os resíduos gerados pela população que reside nas zonas sul e leste, somando aproximadamente 7 mil toneladas por dia.
A vida útil da CTL é estimada em mais dois anos, no máximo, e a cidade não dispõe de outras áreas disponíveis para construir outro aterro sanitário. A ampliação da CTL, portanto, é a solução que a capital tem hoje para garantir uma gestão adequada dos resíduos.
Especificamente sobre o projeto de ampliação, Ednei esclareceu que o processo está sendo avaliado pela Cetesb e que a Concessionária seguirá estritamente o que for determinado pelo órgão ambiental.
O superintendente da Ecourbis destacou que uma das compensações ambientais contempla o plantio de cerca de quatro mudas de árvores nativas da Mata Atlântica para cada uma que for retirada na área de ampliação.
O contrato de concessão da Ecourbis foi renovado em junho de 2024, por mais 20 anos, e Ednei contou que para este novo ciclo contratual foram estabelecidas obrigações ainda maiores, alinhadas ao Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares). Uma delas, a universalização da coleta seletiva, foi atendida ainda em 2024. Outra obrigação, que prevê a troca de veículos a diesel por caminhões e carretas que utilizam combustíveis sustentáveis, está em curso. Apenas em 2025, serão 149 caminhões e carretas que utilizam biometano em substituição ao óleo diesel.
O Planares estabelece que, até 2040, as cidades deixem de levar para aterros sanitários 64% de todo o volume de resíduos que é destinado hoje a esses locais. Para a Ecourbis, no entanto, a meta é mais alta, pois a Prefeitura de São Paulo determinou que 70% do volume seja desviado. Ednei esclareceu que, para atingir esse objetivo, serão implementadas diversas tecnologias para aproveitamento da fração orgânica e de materiais recicláveis, com as plantas industriais sendo instaladas na área da CTL.
Após a apresentação de Ednei, os participantes do encontro puderam fazer perguntas e subiram ao palco, entre eles, Domingos “Marinho”, ex-presidente do diretório do PT São Mateus; Débora Teodoro, presidente da Ocupação do Piscinão; Luciano Santos, presidente da Associação de Moradores Pinheirinho; Jerônimo Barreto, presidente da Associação Nossa Senhora Aparecida; e Francisco Bezerra, presidente da Associação Parque das Flores. O encontro na Ecourbis contou ainda com a presença de representantes das associações Nova Vitória, Mirele e dos Moradores de Artur Pereira/Alto Alegre, entre outras.
Quem também subiu ao palco foi Hamilton Clemente Alves, ativista social que atua na zona leste e é coordenador especial de gabinete na Câmara Municipal de São Paulo. Ele contou que conhece de perto a trajetória do aterro e a sua relação com a população de São Mateus.
No início da década de 1990, quando o Aterro Sanitário Sítio São João (hoje incorporado à CTL) foi construído, durante a gestão da então prefeita Luiza Erundina, Hamilton participou ativamente das articulações para que a capital paulista contasse com um aterro sanitário para garantir a destinação final ambientalmente adequada de resíduos. Ele também atuou no início do contrato de concessão da Ecourbis, em 2004, durante a gestão de Marta Suplicy, indicando a necessidade de expansão do empreendimento para a destinação adequada de resíduos. Hamilton participou, ainda, das discussões que asseguraram, na gestão do então prefeito Fernando Haddad, a unificação dos aterros São João e CTL.
Hamilton declarou que sempre foi a favor de a cidade ter um local para destinação adequada do lixo doméstico. “Não fujo de minhas origens”, ele disse, frisando que, por uma questão de coerência, é a favor da ampliação da CTL, pois a cidade precisa de um local para que os resíduos sejam levados sem comprometer o meio ambiente.
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Todas as lideranças que subiram ao palco afirmaram compreender a importância da CTL para a gestão de resíduos na cidade, e, portanto, a necessidade de sua ampliação. Eles elogiaram a apresentação feita por Ednei Rodrigues e foram unânimes ao afirmar que, agora, a preocupação é em garantir que as compensações ambientais sejam realizadas prioritariamente na região de São Mateus. Em seguida, o grupo conheceu áreas da CTL e foram informados sobre como é a operação no aterro, com a compactação do material e recobrimento com terra.
No segundo encontro, realizado em 16 de outubro, participaram lideranças da Associação Amigos do Bairro Vila Leme e Jardim dos Marianos. Novos encontros com a população de São Mateus e região continuarão sendo promovidos nas próximas semanas, pois, como frisou Ednei, o objetivo da Ecourbis é ser transparente, sempre adotando uma postura sustentável e cumprindo integralmente os compromissos firmados, como tem feito ao longo de seus mais de 20 anos de atuação.




