O Partido Arena (Aliança Renovadora Nacional) foi criada com base no Ato Institucional nº 2 e no Ato Complementar nº 4, que aboliram o sistema pluripartidário e instituíram o bipartidarismo.
Ator principal da política nacional entre 1966 e 1979, era o partido de sustentação do regime militar, enquanto o MDB exercia uma oposição com permissões limitadas.
Ideologia e programa:
Firmemente conservadora, nacionalista e anticomunista, a ARENA apoiava o capitalismo de Estado e o incentivo à iniciativa privada, defendendo uma meritocracia e o combate à corrupção influente no poder.
Seu manifesto inaugural deixava claro o apoio à “consolidação dos ideais do regime de 1964” .
Atuação e estrutura de poder:
Contou com forte representação parlamentar: logo nas eleições de 1966, e principalmente durante o milagre econômico, conquistou maioria expressiva no Congresso, governadores e Senado.
O regime usou mecanismos como a Lei Falcão (limitava propaganda eleitoral) e o “senador biônico” para conter o crescimento da oposição.
Declínio e transformação:
A crise econômica e o avanço do MDB a partir de 1974 pressionaram o regime, levando ao Pacote de Abril (1977) e, posteriormente, ao fim do bipartidarismo em dezembro de 1979.
Rebatizado como Partido Democrático Social (PDS), seus remanescentes deram origem a outras legendas atuais, como o PP e, historicamente, o Democratas (ex‑PFL).
Legado histórico:
Representou o partido do regime militar, reforçando a concentração do poder executivo nas Forças Armadas simbolizando um autoritarismo com traços de legalismo e nacionalismo.
“Nova ARENA” (2012 em diante):
Em 2012, surgiu uma iniciativa de fundar um novo partido com o mesmo nome, registrado por Cibele Bumbel Baginski, com ideologia conservadora, nacionalista e tecno-progressista. O estatuto proíbe coligações com partidos marxistas.
Embora sem conexão com a Arena histórica, o grupo reivindica inspirar-se em ideais conservadores e liberais na economia.
Documentário
Sarney 90
2020
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