A magistrada determinou ainda que o vereador Adilson Amadeu perca sua função pública. Ele pode recorrer.
No processo, a defesa do vereador argumentou que ele compartilhou o áudio “com amigos de infância e que o seu alvo nunca foram os judeus, e sim a Administração Púbica Municipal e Estadual, durante a pandemia”.
Os advogados também informaram que foi enviado um pedido de desculpas para a Federação Israelita de São Paulo, em 27 de abril de 2022.
A condenação foi pelo Artigo 20 da Lei Federal nº 7.716/89 que diz: Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Pena: reclusão de um a três anos e multa.
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Caso anterior
O vereador Adilson Amadeu é reincidente. No ano passado, ele foi condenado por injúria racial após ataques antissemitas ao também vereador Daniel Annemberg em uma sessão na Câmara Municipal de São Paulo. Amadeu xingou o colega de “judeu filho da puta” e “judeu bosta”.
O caso aconteceu durante a discussão de um projeto na Câmara Municipal, em 11 de dezembro de 2019.
Na época, a Justiça o condenou a um ano e quatro meses de prisão que foi convertida em trabalhos comunitários pelo mesmo período. O vereador também foi condenado a pagar multa de um salário mínimo e indenização de R$ 10 mil por danos morais. Após o ocorrido ele chegou a pedir desculpas à comunidade judaica.
O Vereador Adilson Amadeu esclarece que o referido processo está sob segredo de justiça




