Na primeira semana de atuação das novas equipes, foram realizados 917 atendimentos à população em situação de rua. É um trabalho minucioso, em que as equipes que estão na rua buscam a criação de vínculo, pois nem todas as ações resultarão em aceitação imediata para o acolhimento. Por esta razão, os atendimentos sociais são permanentes.
Do total de barracas existentes nos 15 pontos mapeados previamente pelo Ampara SP, houve redução de 55% dessas instalações, depois da oferta de acolhimento em vagas fixas da rede socioassistencial, sendo em Centros de Acolhida ou hotéis sociais.
Nesses pontos, foram identificadas 440 barracas. Após a ação do Ampara SP, realizada entre os dias 10 de abril e manhã do dia 17, havia 198 barracas, portanto 242 a menos.
Os agentes do Ampara SP vêm atuando 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive sábados e domingos, nesses pontos estratégicos que abrangem o Centro e Centro expandido da capital. As equipes, formadas por profissionais interdisciplinares, tais como pedagogos, sociólogos, terapeutas ocupacionais e arte-educadores, prestam atendimento acolhedor, humanizado e assertivo ao público em vulnerabilidade social.
Os pontos atendidos pelos profissionais nesta primeira fase foram: Armênia, Cruzeiro do Sul, Marechal Deodoro, Pateo do Colégio, Minhocão, Praça do Patriarca, Jabaquara, Paraíso, Ana Rosa, Praça da Sé, Parque Dom Pedro e Centro Histórico.
“É importante ressaltar que o trabalho é incessante. Sabemos que nos mesmos pontos percorridos, podem surgir outras pessoas em situação de rua, e devemos trabalhar diuturnamente a fim de prestar atendimento a todas elas”, afirma o secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, Carlos Bezerra Jr.
Nesta primeira etapa, outros seis pontos que compreendem o Parque Trianon, a região do Paraíso, a Praça Doutor Afrodísio Vidigal, as proximidades da Estação Ana Rosa do Metrô, a Rua Vergueiro e a Avenida Presidente Wilson receberam atendimento para levantamento de perfil. O próximo passo será a oferta de acolhimento nestes pontos, o que possibilitará a diminuição de pessoas em situação de rua, bem como de barracas instaladas nessas regiões.
Por Eduardo Micheleto




