99% dos adultos da cidade de SP já foram contaminados com coronavírus, aponta pesquisa

PUBLICIDADE
O percentual de adultos na cidade São Paulo que possuem algum tipo de anticorpo contra o coronavírus é de 98,9%, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (17).
PUBLICIDADE

Esta é a oitava e última etapa do estudo que monitora a prevalência do vírus no município desde o início da pandemia. O levantamento é realizado por Grupo Fleury, Instituto Semeia, Ipec e Todos pela Saúde.

As amostras sorológicas da fase 8 foram colhidas de 936 pessoas de 160 regiões da capital paulista, entre 31 de março e 9 de abril de 2022.

Além dos anticorpos que indicam que a pessoa já se contaminou pela doença – os chamados anticorpos contra nucleoproteína -, os pesquisadores também mediram os anticorpos que são mais estimulados após o contato com as vacinas – os anticorpos neutralizantes.

Segundo os especialistas, a presença dos anticorpos neutralizantes é a mais importante, pois faz com que pessoas desenvolvam formas mais leves da doença ou fiquem imunes à Covid.

Em relação à fase anterior, realizada em setembro de 2021, o percentual de pessoas que foram infectadas pela doença (anticorpos contra nucleoproteína) subiu de 52,8% para 79,1%. Já o total de pessoas com anticorpos neutralizantes (estimulados majoritariamente pelas vacinas) subiu de 81,8% para 96,3%.

Durante o mesmo período, a população não vacinada diminui de 4,1% para 1,8%. Dos participantes dessa rodada da pesquisa, 98,2% declararam ter tomado pelo menos a primeira dose da vacina contra a Covid, enquanto 91% afirmaram ter recebido duas ou três doses do imunizante.

Desigualdade entre bairros

Assim como nas etapas anteriores, o estudo também mostrou que, nos bairros mais ricos da cidade, a prevalência da doença é menor do que nos bairros mais pobres e periféricos. Nos distritos mais ricos, 72,9% da população teve contato com o vírus (anticorpos contra nucleoproteína), enquanto nos distritos mais pobres, a prevalência foi de 84,7%. A média da cidade foi de 79,1%.

Já em relação aos anticorpos imunizantes, não houve disparidade entre o percentual de ricos e pobres.

 

fonte G1

PUBLICIDADE

Deixe um Comentário