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Segunda, 26 Janeiro 2015 12:32

A importância de mudarmos nossos hábitos

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A crise hídrica tem feito com que muitos costumes em torno do uso da água sejam revistos, mas é importante reavaliarmos nosso estilo de vida de forma geral, principalmente em relação ao consumo exagerado, responsável por uma geração maior de resíduos

 

Os problemas envolvendo a crise hídrica em São Paulo têm levado um expressivo número de pessoas a mudar seus hábitos em relação ao uso da água. De maneira geral, a população tem procurado reduzir o seu consumo, seja encurtando os banhos, deixando de lavar o carro ou o quintal e até mesmo reaproveitando a água que já foi usada para outros fins. A despeito do esforço individual de cada cidadão, o cenário ainda é bastante preocupante, pois as chuvas que serviriam para reabastecer os reservatórios estão abaixo das médias históricas. Dessa forma, portanto, só resta uma alternativa – intensificar a economia.

É importante ter claro, contudo, que a mudança de hábitos em relação ao uso da água não pode ficar restrita ao período em que as chuvas são escassas. Mesmo que daqui a alguns meses, ou então nos próximos anos, as chuvas sejam em volume suficiente para restabelecer o nível dos reservatórios, se o consumo for superior ao "estoque" de água, os problemas persistirão. Diversos especialistas têm frisado que a questão não é construir mais reservatórios, e sim consumir menos água, pois a situação atual reflete tanto o seu desperdício quanto o uso indiscriminado.

É claro que o Poder Público tem uma responsabilidade enorme, mas é fundamental que cada cidadão também contribua, consumindo menos para que todos possam ter água por mais tempo.

Na realidade, uma parcela significativa dos problemas que afligem a população pode ter seu impacto reduzido se cada pessoa ajudar e também fizer sua parte.

Estamos em pleno verão, época em que tempestades no final da tarde são comuns. Com elas, invariavelmente ocorrem enchentes e, apesar de muitos culparem o governo, o fato é que maus hábitos de alguns cidadãos pesam de forma significativa para esse tipo de problema. O sistema de esgotos, por exemplo, em muitas ocasiões não dá conta de transportar a água, pois está entupido com o lixo que algumas pessoas simplesmente jogam na rua, sem a menor cerimônia. O mesmo acontece com o leito dos rios onde a água chega. Repleto de sujeira e sedimentos, eles não dão conta do volume extra de água e transbordam.

Por mais que o governo limpe os bueiros e aprofunde o leito dos rios, de quase nada adianta se algumas pessoas continuarem a jogar lixo pela janela do carro ou de casa, ou então achando que rios e córregos podem receber todo e qualquer tipo de sujeira.

Situação semelhante é registrada quando observamos a limpeza urbana. Embora as equipes da coleta domiciliar trabalhem de segunda-feira a sábado, nos períodos diurno e noturno, são comuns casos em que se vê lixo espalhado na rua. Geralmente, isso ocorre porque o saco com os resíduos foi colocado muito antes de o caminhão passar e, ou um animal rasgou o saco ou então ele foi alvo de vândalos que sentem prazer em espalhar lixo pelo passeio público.

A EcoUrbis é a concessionária responsável pela coleta de resíduos domiciliares em Itaquera e todo o entorno, e as pessoas podem checar o horário que o caminhão passa acessando o site www.ecourbis.com.br. O ideal é que o saco seja colocado na calçada no máximo uma hora antes de o caminhão passar. Caso a coleta seja de madrugada, ele pode ser colocado após as 18 horas.

Também vale lembrar que, ano após ano, a população tem gerado mais lixo. A quantidade de embalagens para guardar produtos de limpeza, alimentos, eletrodomésticos, enfim, tudo, aumentou de maneira expressiva. Isso sem contar o consumo exagerado, com muitas pessoas trocando um determinado produto com pouco tempo de uso por outro, mais "moderno", sem real necessidade.

Há pouco mais de dois anos, o programa Fantástico, da Rede Globo, exibiu uma matéria que mostrou a cidade de São Paulo vivendo em um ritmo de consumo literalmente desenfreado e, caso a população mundial adotasse o mesmo comportamento, seriam necessários 3,5 planetas Terra para suprir a demanda por recursos naturais e de espaço para descartar o lixo.

O mundo em que vivemos não é apenas para nós. É também para nossos filhos, netos e filhos de nossos netos. Se não cuidarmos dele, quem cuidará?

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