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Terça, 07 Junho 2016 06:12

Cresce o debate sobre o lixo

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Aumenta o número de pessoas e empresas que adotam iniciativas em torno do descarte adequado de resíduos com o objetivo de contribuir à  preservação do meio ambiente

 

A geração e o descarte de lixo estão sendo cada vez mais discutidos em toda a sociedade. Além de a imprensa em geral dedicar dia após dia mais espaço para tratar desse assunto, cresce o número de Organizações não Governamentais (ONGs), instituições de ensino de todos os níveis, associações de bairro e até mesmo de cidadãos que, de maneira totalmente voluntária, dedicam parte de seu tempo para colocar em prática iniciativas voltadas tanto para a transformação de espaços  degradados por causa do descarte indevido dos mais diferentes tipos de resíduo quanto para divulgar informações que contribuam para que mais pessoas revejam seus hábitos.
É simples a razão desse maior envolvimento com o tema. Todas as pessoas, em todo o mundo, geram lixo de forma ininterrupta durante toda a vida, desde o momento em que nascem. Com o aumento da população mundial, que já superou a marca de 7 bilhões de habitantes e continua a crescer, ficou claro que, se as pessoas não mudarem seus hábitos de consumo, os impactos negativos ao meio ambiente serão bem mais intensos do que vemos atualmente.
Com frequência alarmante, o noticiário traz informações sobre a contaminação de rios, aquíferos (reservatórios subterrâneos de água), grandes extensões de terrenos e do ar que respiramos. Também não são raras as notícias de animais que morrem após ingerir sacolas plásticas, tampas de garrafas ou algum outro material que foi parar onde não devia estar por falta de atenção – ou melhor, de consciência ambiental – de alguém.
De nada adiantam os esforços das concessionárias responsáveis pela coleta de resíduos domiciliares – o lixo doméstico – em recolher religiosamente aquilo que  não queremos mais em nossas casas se cada um de nós não fizer sua parte e contribuir de forma efetiva. E não estamos falando aqui apenas daquelas pessoas que, sem qualquer critério, descartam objetos pela janela do carro ou que jogam no passeio público desde móveis sem serventia até entulhos de construção.
É preciso também mudar os hábitos.
O primeiro passo nesse sentido é avaliar se um determinado produto que pretendemos comprar é realmente necessário. Se constatamos que não é e abandonamos a ideia da compra, o risco de um produto usado e que ainda funciona bem ir parar no lixo é afastado, assim como a embalagem do produto novo. Isso sem contar a economia financeira.
Mas, caso o lado consumista fale mais alto e a compra seja feita mesmo sem necessidade real daquele produto, vale aí o cuidado de identificar um parente, amigo ou conhecido que eventualmente possa fazer bom uso do artigo antigo, e doá-lo. Nesse sentido, é fundamental lembrar que, muitas vezes, aquilo que para nós não serve mais pode ser bastante útil para outra pessoa.
Ao agir dessa maneira, são dados passos importantes para poupar recursos naturais.
Em relação a esse assunto, vale sempre destacar os benefícios para o meio ambiente decorrentes da coleta seletiva. A partir do momento em que uma embalagem plástica, latinha de refrigerante, cadernos usados e uma série de outros materiais recicláveis deixam de ir para o aterro sanitário e são encaminhados às centrais de triagem e depois para indústrias de transformação, que os utilizam para fabricar novos produtos, o meio ambiente deixa de ser impactado por conta da exploração de recursos naturais. Outro benefício é que, com menos resíduos indo para os aterros sanitários, a vida útil dessas instalações é ampliada, minimizando assim a necessidade, hoje urgente, de encontrar novas áreas à disposição adequada dos resíduos.
Circulam ao redor do mundo estudos indicando que, caso fosse possível reciclar todas as embalagens plásticas descartadas de forma indevida e que circulam por rios, passeio público, praias, trilhas, etc., a demanda por petróleo para produzir outras embalagens seria uma fração da atual. Isso equivale dizer que o meio ambiente seria beneficiado de duas formas, menos poluição e menor exploração de recursos naturais.
Ainda que isso pareça piegas, devemos repensar nossos hábitos e a relação que temos com o lixo para que nossos filhos e os filhos de nossos filhos vivam de fato em um mundo melhor.
Não podemos esperar que alguém faça algo que também é responsabilidade de cada um de nós.
Sem dúvida, informações de qualidade contribuem de maneira bastante positiva para que as pessoas saibam o que e como fazer. Há quem se queixe, por exemplo, que o bairro em que mora ainda não é atendido pela coleta seletiva, mas quem quer de fato ajudar pode separar os resíduos em casa e levá-los a um ecoponto ou outro local que recebe materiais recicláveis.
Para contribuir nesse sentido, a EcoUrbis, concessionária responsável pela coleta, transporte e destinação adequada de resíduos na maior parte da zona leste – Itaquera e entorno fazem parte de sua área de atuação – e em toda a Zona Sul; desde fevereiro está desenvolvendo o projeto SP Cidade Gentil. Totalmente apoiado nas redes sociais, a página no Facebook traz dicas, curiosidades, exemplos e diversas informações úteis para quem está disposto a colaborar à preservação do meio ambiente.
Fica aqui uma questão para reflexão pessoal – você cuida ou se livra de seu lixo? Vale pensar.

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