Quinta, Maio 24, 2018
redacao@fatopaulista.com.br / fatopaulista@hotmail.com Telefone: (11) 2849-1454 ::: Ano IX - Edição n º 262

Parceria entre o Greenk e o Principado de Mônaco viabilizou iniciativa pioneira no país. Parque Ibirapuera foi o primeiro ponto de coleta.

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Localizados nas quatro regiões da cidade, parques municipais contarão com atividades no próximo domingo (13)

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Depois de mais de 30 anos trabalhando como mecânico de bicicletas e alugando bikes no Parque do Ibirapuera, Evangelista Bernardo Viana de 56 anos, o “Maisena” teve suas bicicletas apreendidas pela Subprefeitura da Vila Mariana em 2008 e até hoje luta para reavê-las e voltar a trabalhar. “Eu só quero trabalhar” lamenta o simpático bicicleteiro, que mesmo passando por dificuldades não deixa a simpatia e o carisma de lado. Esta é mais uma triste contradição da “Paulicéia Desvairada”.

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Depois de mais de 30 anos trabalhando como mecânico de bicicletas e alugando bikes no Parque do Ibirapuera, Evangelista Bernardo Viana de 56 anos, o “Maisena” teve suas bicicletas apreendidas pela Subprefeitura da Vila Mariana em 2008 e até hoje luta para reavê-las e voltar a trabalhar. “Eu só quero trabalhar” lamenta o simpático bicicleteiro, que mesmo passando por dificuldades não deixa a simpatia e o carisma de lado. Esta é mais uma triste contradição da “Paulicéia Desvairada”.

Enquanto a cidade de São Paulo vive mais um caso de corrupção onde criminosos endinheirados passaram anos a fio sendo tratados como autoridades e até recebendo homenagens. Enquanto mais uma máfia dos fiscais mostra a facilidade com que corruptos roubam o dinheiro público. Enquanto todos os dias os veículos de comunicação noticiam “novos capítulos da saga dos corruptos”, enquanto tudo isso acontece, um sujeito simples, trabalhador e reverenciado como uma das grandes figuras da história do Parque do Ibirapuera, apenas quer voltar a trabalhar.
Em 2008 ele foi noticia em diversos meios de comunicação, pois na gestão do prefeito Gilberto Kassab (a mesma gestão onde Ronilson e afins reinaram com a suposta máfia do ISS) suas bicicletas foram apreendidas pela Subprefeitura de Vila Mariana. Depois de 35 anos atuando no Parque como bicicleteiro e alugando bikes para os frequentadores do Parque. Na época foi um choque para os usuários do Ibirapuera, já que Maisena era considerado por muitos como “parte integrante da história da cidade de São Paulo”.
E não somente pelos usuários, mas também pelo Poder público da época. Nas comemorações dos 450 anos da cidade de São Paulo   a Prefeitura produziu um livro com personagens históricos desta megalópole e lá estava Maisena entre os poucos homenageados. Já em 2004 no aniversário de 50 anos do Parque do Ibirapuera, a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente – quando o secretário era o atual deputado estadual Adriano Diogo - produziu uma revista comemorativa que em uma das páginas aparecia o Guia do Parque e, neste mesmo Guia aparecia entre o MAC (Museu de Arte Contemporânea), o Planetário, o auditório, a famosa marquise do Ibirapuera, entre Fonte Multimídia, entre monumentos históricos, enfim entre tudo isso, estava lá no mesmo guia as “bicicletas do Maisena”
‘ Ele começou atuar no parque no início dos anos 70 com uma autorização oficial da Prefeitura, mas em 2008, mas em 27 de fevereiro de 2008, suas bicicletas foram apreendidas com alegação que ele não participou do participou do processo licitatório, poucos dias depois em 3 de março ele obteve na Justiça uma liminar para voltar a trabalhar, mas na época o oficial de Justiça não conseguiu intimar o subprefeito da época, fato que foi noticia em diversos veículos de comunicação.
Ainda em 2008, a imprensa noticiava que o aluguel de bicicletas com a empresa que ganhou a licitação, ficou 25% mais caro. Maisena cobrava R$ 4 hora, a nova empresa passou a cobra R$ 5. Maisena chegou a declarar na época, que não foi informado sobre o processo licitatório.
Hoje depois de períodos de depressão e passando por muitas dificuldades, ele continua o mesmo, sorrindo, amigo e humilde, mas sem o seu mais básico direito: o de trabalhar em paz.

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