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Quinta, 02 Abril 2015 09:23

Professores vão decidir se mantém greve

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– O sindicato dos professores da rede estadual paulista (APEOESP) realiza hoje, às 14h, no vão livre do MASP, na Avenida Paulista, nova assembleia para definir os rumos da greve que entrou no 22° dia. O movimento é por valorização da carreira, pelo fim da precarização, que deixa sem contrato mais de 20 mil professores, e contra o fechamento de 3.400 salas de aula, que superlota as turmas remanescentes. Há escolas com até 60 alunos por classe.

A greve, negada pelo governador Alckmin, tem adesão de 60% dos professores, inclusive de escolas de tempo integral, e conta com apoio de outras categorias. Ontem, a Associação dos Docentes da USP divulgou sua solidariedade por meio do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) que manifestaram apoio.

Assim como a APEOESP, as entidades repudiam o fechamento de turmas e a desvalorização do trabalho docente por entenderem que tais medidas prejudicam a qualidade do ensino.

A questão salarial reivindicada a equiparação dos salários aos vencimentos das demais categorias de nível superior, bem como para adequar sua jornada de trabalho à jornada prevista na Lei.

Na última segunda-feira, a direção da APEOESP reuniu-se com o secretário estadual da Educação, Herman Voorwald, que não apresentou nenhuma proposta salarial e nem para os demais pontos da pauta de reivindicações.

De acordo com a presidenta da entidade, Maria Izabel (Bebel), é necessário reajuste de 75,30% para que haja equiparação com a média dos salários de trabalhadores com formação em nível superior, como os professores. Ainda segundo o sindicato, o secretário afirmou que só a partir deste mês, após estudos do orçamento e do comportamento da arrecadação no estado, será possível voltar a discutir o assunto.

Em seu Blog ela comentou ainda que o Governo Estadual do PSDB vem aniquilando o sentido de comunidade escolar. As escolas não são espaços de convivência democrática e de exercício da cidadania. Nossas crianças e adolescentes não aprendem, nas unidades escolares mantidas pelo Governo do Estado, a conviver com a diversidade e veem seus professores serem maltratados quando tentam desenvolver um trabalho pedagógico que fuja das orientações padronizadas que emanam dos gabinetes da Secretaria Estadual da Educação.

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Fabiana Costa

Repórter

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