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Segunda, 22 Dezembro 2014 10:15

Justo reconhecimento a Edson Prado

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Para os sambistas de Itaquera e do extremo leste paulistano, este último Dia Nacional do Samba, 2 de dezembro, teve um gostinho especial, teve o sabor do reconhecimento a um dos grandes baluartes do samba paulistano. Um dos mais antigos integrantes do Grêmio Cultural Escola de Samba Leandro de Itaquera, agremiação que dedicou grande parte de sua existência onde enfrentou derrotas, vitórias, conquistou amizades e lutou como poucos pela perpetuação e pelo respeito ao pavilhão leandrense.


Na solenidade que aconteceu no dia 1° de dezembro e varou toda a madrugada do dia 2 de dezembro , aconteceu no salão nobre da UESP (União das Escolas de Samba Paulistanas) e contou com a presença de centenas de pessoas, entre elas o prefeito da cidade de São Paulo Fernando Haddad. Foi neste evento de gala do samba paulista que o leandrense, o amigo, Edson Prado recebeu o justo reconhecimento sendo empossado Embaixador do Samba de São Paulo.
Pelo samba Edson Prado lutou, sofreu injustiças e até enfrentou os anos de chumbo, tudo para manter viva a chama do samba paulista que hoje brilha e tem o reconhecimento mundial, graças a baluartes e lotadores como ele próprio.

Uma história pelo samba de São Paulo


Edson Prado começou sua trajetória nos anos 60 desfilando pelo Bloco dos Farrapados da Bela Vista. Já nos anos 70 migrou para a Mocidade Alegre onde integrou a Ala Fluminense e a bateria, ao lado de “monstros sagrados” como Mestre Lagrila e Mestre Bonga.
Na mesma década foi chefe de ala e chegou a vice—presidência da Escola de Samba Renascença da Lapa. Neste agremiação Edson Prado viveu um dos momentos mais épicos da história do samba paulista.
Ele conta que na época o carnaval de São Paulo tinha apenas três grupos; 1, 2 e 3. Em um dos carnavais a agremiação conquistou o acesso ao Grupo 1. “Fizemos uma grande festa com os integrantes da escola e os comerciantes que nos ajudaram através do Livro de Ouro”, conta o embaixador. Lembra que o samba estava rolando solto na rua em comemoração a conquista . “Foi ai que apareceu uma Rádio Patrulha e mandou parar o samba. Eu disse que não, pois não estávamos fazendo nada de errado. Foi o suficiente para eu ser preso. As baianas se revoltaram e disseram que também teriam que ser presas já que eu estava sendo levado. Veio um caminhão da PM para levar todas as baianas para o 7° DP da Lapa”, lembra Edson não escondendo a emoção.
“Foi o Dr. Manuel Ramos que na época era diretor da Mocidade Alegre que foi nos tirar. Hoje ele é Juiz de Direito”, relata. Acompanharam o advogado na missão o Seu Nenê da Vila Matilde e Juarez da Cruz, então presidente da Mocidade Alegre.
“Hoje - a própria Rede Globo informa que - o carnaval de São Paulo é transmitido para 136 países. Para chegarmos a este patamar passamos por situações como esta”, finaliza.
Edson Prado chegou a Leandro de Itaquera 1984, um ano após a sua fundação, mas antes passou por outras agremiações, entre elas: Raízes de Caieiras, Levanta Poeira, Alegria Alegria e Arco Iris de Carapicuíba. O simpático novo embaixador do samba, termina a entrevista citando o seu clube de coração: Comercial de Pirituba, que marcou sua história conquistando o Desafio ao Galo e a Copa Kaiser.

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Luiz Mário Romero

Diretor Responsável: Luiz Mário Romero - MTB 34.256

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