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Segunda, 16 Abril 2018 11:36

Prefeitura de São Paulo reabre parques do Carmo e Independência

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A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) vai reabrir neste sábado (14) o Parque da Independência, localizado na zona sul da capital, e o Parque do Carmo, na região leste. Os dois parques foram fechados em fevereiro e março, respectivamente, após macacos serem encontrados mortos com febre amarela. A decisão foi tomada após a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) atingir mais de 50% da meta de vacinação contra a febre amarela.

“É preciso que os frequentadores se conscientizem de que o vírus da febre amarela pode continuar circulando por estas áreas e, por isso, é importante se vacinar e esperar no mínimo 10 dias, o tempo necessário para estar imunizado, para frequentar os parques sem risco de infecção”, diz o secretário do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo de Castro.


Vacinação 
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) já disponibiliza a vacina contra febre amarela em todas as unidades de saúde da capital, assim os munícipes que ainda não receberam a dose podem procurar qualquer unidade para se proteger da doença. Até quarta-feira (11), 6.340.952 pessoas foram vacinadas na capital, o que representa 54,2% do público-alvo. A meta é imunizar 95% dos moradores de São Paulo até 30 de maio, data prevista para o término da campanha.

"As filas desnecessárias do início do ano desapareceram, porém é muito importante que as pessoas procurem as unidades para se imunizarem contra a doença. Todos os postos de saúde da capital estão aplicando a dose", declara Wilson Pollara, secretário municipal da saúde de São Paulo.

Para localizar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência mais próxima do endereço onde mora, basta acessar a ferramenta Busca Saúde (http://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/).


Macacos não transmitem a febre amarela

Assim como as pessoas, os primatas são vítimas dos mosquitos Haemagogus Sabethes, encontrados nas zonas de mata e que costumam circular em copas de árvores, local de repouso preferido dos primatas. Quando são infectados e morrem, indica que existe a circulação do vírus no local.

“O ataque do mosquito à fauna é um alerta para podermos conter o avanço da doença e evitar que ela chegue ao ser humano. Os primatas atingidos são apenas vítimas da doença, pois não a transmitem ao homem. Pedimos que a população nos informe a presença de animais doentes ou mortos e jamais mate nossos animais”, afirma Juliana Summa, diretora da Divisão de Fauna Silvestre da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA).

Os primatas da cidade estão sendo monitorados pela Divisão de Fauna Silvestre (DEPAVE-3), da Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA), responsável pela saúde dos animais silvestres do município. O órgão também monitora o estado de saúde dos animais entregues ao Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres (CeMaCAS), onde são submetidos a exame clínico e coleta para sorologia de febre amarela. Esse material é enviado ao Instituto Adolfo Lutz. 


Uma vez encontrados animais nessas condições em determinada região, a Prefeitura deve tomar alguns cuidados preventivos.

Os órgãos competentes de saúde do município e do Estado desenvolvem ações específicas, como vacinação da população local e combate à proliferação dos mosquitos transmissores. Os animais doentes ou mortos, se encontrados pela população, são um referencial importante para a saúde pública e devem ser notificados. O vilão da doença ainda é o mosquito. Portanto, não maltrate os primatas infectados e ajude a controlar as doenças.

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Ligia Minaro

Jornalista Responsável: Ligia Minaro - MTB 33.856

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