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Quinta, 05 Abril 2018 06:42

Alckmin inaugura estação Oscar Freire da Linha 4-Amarela

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Com estimativa de atender 24 mil pessoas por dia, nova estação será a 74ª da rede metroviária de São Paulo

 

O governador Geraldo Alckmin inaugurou nesta quarta-feira, 4, a estação Oscar Freire da Linha 4-Amarela. Construída pelo Metrô na região do Jardim Paulista, a estação é a 74ª da rede metroviária e vai funcionar, inicialmente, de segunda a domingo, das 10h00 à 15h00, por um período de 15 dias, com cobrança de tarifa.

Esse formato é chamado de Operação Comercial Restrita e consiste na maturação dos equipamentos e sistemas, como os de alimentação elétrica, sinalização e telecomunicações, permitindo o aperfeiçoamento dos métodos de operação da estação. O funcionamento da estação será ampliado posteriormente, operando de domingo a sexta, das 4h40 à 0h00, e aos sábados, das 4h40 à 1h00, como nas demais estações da rede.

"Mobilidade é o grande desafio das metrópoles. E só há um caminho: investir em transporte público de alta capacidade e qualidade. É isso que nos entusiasma: fazer o máximo possível, mesmo diante das nossas limitações, economizando de um lado e, do outro, devolvendo à população em infraestrutura", disse o governador.

A Oscar Freire passa a ser a nona estação em funcionamento na Linha 4-Amarela, que é operada pela concessionária ViaQuatro. Com a estimativa de receber 24 mil pessoas diariamente, a estação não vai alterar a extensão da rede metroviária da capital paulista, de 83,3 km, já que fica no trecho intermediário entre as estações Paulista e Fradique Coutinho, ambas em operação. 

Alckmin destacou a importância da responsabilidade fiscal para manutenção dos investimentos. "O Estado deixou de receber R$ 20 bilhões por causa da recessão. Apertamos de todos os lados: não aumentamos impostos e mantivemos as contas em dia, entregando obras", afirmou. "Em 2011, São Paulo tinha 68 quilômetros de metrô, com 60 estações. Até o final deste ano serão 102 quilômetros e 89 estações. Aumentamos o número de estações em quase 50% nesses 8 anos - e metade deles, com o Brasil em crise econômica", disse Alckmin.

A mais nova estação dos Jardins

Com sua entrada principal na altura do nº 1.237 da Rua Oscar Freire, esquina com a Avenida Rebouças (sentido Centro), a estação permitirá um fácil acesso à região dos Jardins, como nas ruas da Consolação, Bela Cintra e Haddock Lobo. A entrada secundária - no sentido Faria Lima da Avenida Rebouças - será concluída no segundo semestre, facilitando o acesso para quem vai ao Hospital das Clínicas.

A estação Oscar Freire é totalmente acessível aos usuários com deficiência e mobilidade reduzida. Os pavimentos contam com cinco elevadores que fazem a interligação da rua com o mezanino e com as plataformas, além de 20 escadas rolantes e 17 fixas. Também foram instaladas as portas de plataforma e outros equipamentos que facilitam a acessibilidade, como piso podotátil direcional, corrimãos e fita antiderrapante nos degraus das escadas fixas.

O acabamento segue o padrão arquitetônico utilizado nas demais paradas da Linha 4-Amarela. A plataforma foi revestida com pastilhas esmaltadas utilizando uma tonalidade de verde escuro. Já o mezanino e as escadas contam com guarda-corpo em vidro, permitindo um visual mais leve.

Com um total de 35 metros de profundidade, a construção da estação foi feita por diferentes formas construtivas. O corpo foi feito através de uma tuneladora Shield (conhecida como tatuzão), que construiu os túneis da linha, e complementado pelo método NATM (túnel mineiro). Ao todo, foram escavados mais de 31 mil m³ para a execução de 13,3 mil m² de área construída, com o uso de 9,2 mil m³ de concreto, que compreende todo o corpo da estação, com as duas plataformas laterais, mezanino e os dois acessos externos. Também foi construído um edifício anexo de três andares e 17 metros de altura, que abrigará as salas técnicas operacionais. 

Linha 4-Amarela

Projetada para ser implantada em diferentes fases, a Linha 4-Amarela está em operação desde 2010 e, desde então, já transportou mais de 1,2 bilhão de pessoas. A linha, que é construída pelo Metrô de São Paulo e é administrada e operada pela concessionária ViaQuatro, atualmente funciona de Luz a Butantã, com 8,9 km e oito estações, permitindo a conexão com seis linhas da rede sobre trilhos de São Paulo, em quatro estações diferentes. Por ela passam em média 730 mil pessoas por dia útil. 

A segunda fase de implantação da linha consiste na construção das estações Fradique Coutinho, Higienópolis-Mackenzie (abertas em 2014 e 2018, respectivamente), Oscar Freire, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia, além do terminal de ônibus Vila Sônia, um túnel de 1,5 km para chegada a esta última estação. Também está incluso neste projeto a complementação do Pátio de Manutenção da Vila Sônia, além da compra e instalação das portas de plataforma e dos sistemas de alimentação elétrica, auxiliares e de telecomunicações. Toda esta etapa tem o valor orçado em R$ 1,9 bilhão.

As obras desta fase prosseguem e a estação São Paulo-Morumbi tem a meta de conclusão para o segundo semestre de 2018. A estação Vila Sônia, a última desta etapa, deve ser finalizada em dezembro de 2019.

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Ligia Minaro

Jornalista Responsável: Ligia Minaro - MTB 33.856