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Quinta, 08 Março 2018 14:28

Parque da Luz recebe testagem rápida e gratuita de HIV e sífilis no Dia Internacional da Mulher

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Ação é promovida pelo Programa Municipal de DST/AIDS de São Paulo e acontecerá das 10h às 16h

         Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quinta-feira (8), a unidade móvel do Programa Municipal de DST/AIDS (PM DST/AIDS), da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo, estará no Parque da Luz, no Centro da cidade, ofertando testes rápidos e gratuitos de HIV e sífilis. A ação acontecerá das 10h às 16h.

         “Essa é uma oportunidade da prevenção estar mais próxima da população, em especial às mulheres. Pretendemos atingir também as profissionais do sexo da região, que são um público vulnerável às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)/HIV/AIDS”, diz Cristina Abbate, coordenadora do PM DST/AIDS.

         Apesar da atividade ser focada para as profissionais do sexo, todos que passarem pelo parque poderão se testar. Para realizar o exame, é preciso primeiramente preencher um breve cadastro e depois coletar uma gota de sangue. O resultado fica pronto em apenas 20 minutos e é dado por um profissional da saúde em uma sala isolada. Todo o procedimento é sigiloso e gratuito.

Prevenção às mulheres

         O Programa Municipal de DST/AIDS de São Paulo conta também com dois projetos de prevenção às ISTs/AIDS voltados ao público feminino. Um deles é o “Elas por Elas”, que trabalha com mulheres em situação de vulnerabilidade. São, por exemplo, aquelas que sofrem ou sofreram violência doméstica e sexual. O outro é o “Tudo de Bom!”, dedicado a fazer prevenção com profissionais do sexo e mulheres trans.

         Os projetos são compostos por agentes de prevenção que vão aos lugares de convivência do público-alvo de cada projeto para fazer a distribuição gratuita de preservativos masculinos e femininos e gel lubrificante. Eles também entregam materiais informativos, orientam as pessoas sobre a Prevenção Combinada às ISTs/AIDS e as referenciam para um serviço de saúde da Rede Municipal Especializada (RME) em ISTs/AIDS de São Paulo para fazer testes, retirar mais preservativos e buscar as Profilaxias Pós (PEP) e Pré-Exposição (PrEP), por exemplo.

         A visita a esses locais acontece, muitas vezes, fora do horário de funcionamento dos serviços de saúde, já que alguns dos pontos de ação são em baladas, festas e em encontros noturnos em praças. “Esse trabalho é fundamental para ampliar a prevenção na cidade”, comenta Abbate.

         O coordenador de prevenção do PM DST/AIDS, Adriano Queiroz, explica que esses projetos atuam com a chamada educação entre pares, ou seja, “um agente de prevenção que tem ciência do que aquela pessoa abordada já passou ou vive. Isso gera identificação e potencializa os resultados da atividade”, comenta.

HIV/AIDS e sífilis em mulheres

         De acordo com os últimos dados epidemiológicos, a cidade de São Paulo registrou, em 2016, 5.193 casos de HIV/AIDS, dos quais 991 casos (19,1%) no sexo feminino. A atual proporção é de um caso de AIDS em mulher para cada três notificações em homens. Esse cenário se mantém desde 2010. Já em HIV, desde 2015, são cinco casos masculinos para cada caso feminino.

         Em relação à faixa etária, as mulheres entre 35 e 39 anos (15,7%) concentram os casos de AIDS e as mais jovens, entre 25 e 29 anos (16,7%), são a maioria dos registros de HIV na capital.

         Outro dado relevante é das mulheres que comercializam o sexo. Uma pesquisa de 2016 do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/AIDS e das Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, em 12 cidades brasileiras revelou que 5,3% das mulheres profissionais do sexo entrevistadas tinham HIV, sendo que a prevalência na população geral é de 0,49%.

         Sobre sífilis, a cidade de São Paulo registrou no ano retrasado 3.637 casos em gestantes, dos quais 34% (1.254) evoluíram para sífilis congênita; ou seja, quando a infecção passa da mãe para o filho.

         “É por isso que é tão importante a mulher gestante fazer o pré-natal e, consequentemente, se testar, par evitar esse tipo de infecção para a criança”, diz Queiroz.

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Ligia Minaro

Jornalista Responsável: Ligia Minaro - MTB 33.856