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Segunda, 30 Janeiro 2017 11:11

SP convoca prefeitos para discutir Febre Amarela e Dengue

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Objetivo do evento é fortalecer e aprimorar estratégias conjuntas de prevenção e enfrentamento à essas doenças e demais arboviroses

 

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo realiza hoje, 30 de janeiro, na capital paulista, um grande encontro estadual sobre Arboviroses, que deverá contar com a participação de prefeitos e secretários municipais de saúde dos 645 municípios paulistas.

O objetivo do evento é reforçar e aprimorar estratégias de prevenção e enfrentamento à dengue, zika, chikungunya e febre amarela, que já vêm sendo desenvolvidas conjuntamente entre Governo e Prefeituras.

A pasta considera fundamental que todos os gestores municipais compareçam, uma vez que serão apresentados dados e orientações sobre o panorama atual das Arboviroses em SP. Além disso, serão discutidas ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya, além das medidas de vigilância e imunização referentes à febre amarela.

“A presença de todos os prefeitos e secretários de Saúde nesse evento é indispensável para que possamos manter o compromisso coletivo na luta contra as Arboviroses. Queremos melhorar resultados já exitosos, decorrentes das parcerias e mobilizações fortalecidas nos últimos anos”, enfatiza o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, David Uip.

 

Balanços

O Estado de São Paulo tem avançado na prevenção e combate contínuo às Arboviroses, por meio da campanha “Todos Juntos contra o Aedes aegypti”, que agrega ações de combate ao mosquitoprogramadas pela Sala de Comando e Controle Estadual das Arboviroses.

Os resultados mais expressivos são verificados no número de casos de dengue. Segundo dados informados pelos municípios por intermédio do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), o número de casos caiu 76,3% em 2016, em comparação com o ano anterior. No ano passado, foram confirmados 162.053 casos da doença no Estado. Em 2015, o número total de casos foi de 684.360. Comparado ao número de óbitos, a diminuição foi ainda maior, passando de 488, em 2015, para 97 óbitos no ano passado, o que representa uma queda de 80%. Na primeira quinzena de janeiro de 2017, foram confirmados 23 casos e não houve óbito.

Em relação à chikungunya, há apenas 1 caso autóctone confirmado neste ano; em 2016, foram 1.084, entre autóctones e importados. Não há nenhum caso de zika registrado, em 2017; no último, foram confirmados 4.086 casos da doença.

Quanto à febre amarela silvestre, em 2017 há dois óbitos autóctones confirmados no Estado, no município de Batatais e Américo Brasiliense.

Há ainda quatro mortes confirmadas que são importadas, ou seja, as infecções ocorreram fora do Estado, todas em Minas Gerais (com notificações em Santana do Parnaíba, dois na capital e um em Paulínia).

A vacina contra a febre amarela é indicada apenas aos moradores de áreas de risco definidas pelo Ministério da Saúde e para aqueles que vão viajar a esses locais. A imunização não está indicada para gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (portadores de Lúpus, por exemplo). Entre meados de 2016 e janeiro deste ano, SP recebeu 2 milhões de doses da vacina do Ministério da Saúde, e está intensificando as ações de imunização.

Há em análise ainda 17 casos de pessoas que foram ou estão sendo tratadas por suspeita de febre amarela silvestre. Dessas, apenas quatro são do interior do estado. As demais são dos estados de Minas Gerais, Pará e Amazonas.

No ano passado, foram confirmados dois óbitos pela doença: um em abril, no município de Bady Bassit, cujo local provável de infecção foi na chamada “mata dos macacos”, no município de São José do Rio Preto; e outro em Ribeirão Preto, também em área próxima à mata.

Desde o ano passado até o momento, foram confirmadas 24 epizootias (situação de adoecimento ou óbito) de primatas não humanos para febre amarela, correspondentes a 31 primatas, nas regiões de Ribeirão Preto, Barretos, Franca e São José do Rio Preto. Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.

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Ligia Minaro

Jornalista Responsável: Ligia Minaro - MTB 33.856

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