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Quinta, 15 Setembro 2016 09:57

Governo do Estado de São Paulo promove acessibilidade em seus espaços culturais

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Instituições da Secretaria da Cultura do Estado desenvolvem inúmeras atividades culturais voltadas às pessoas com deficiência; conheça algumas delas

Além de promover uma série de atividades que celebram o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, em 21 de setembro (quarta-feira), o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, se preocupa em incluir a acessibilidade em seus espaços culturais, oferecendo exposições, espetáculos, acervos, apresentações artísticas, cursos, oficinas, entre outras ações, que podem ser acessadas, utilizadas e compreendidas por qualquer pessoa, independentemente de sua condição física, comunicacional e intelectual.

Mais do que seguir as diretrizes presentes na legislação, o Governo do Estado de São Paulo tem desenvolvido inúmeras ações voltadas às pessoas com deficiência. Confira algumas delas: 

Bibliotecas

As bibliotecas de São Paulo e do Parque Villa-Lobos são totalmente acessíveis e oferecem acesso integral a todos os ambientes e ao acervo. Os usuários ainda encontram equipamentos especializados, como folheador de páginas, mesa ergonômica, leitora autônoma, reprodutor de áudio, régua Braille, teclado e mouse adaptados, computador com leitor de tela e ampliador de caracteres. Para as pessoas com deficiência visual, o acervo é disponibilizado também em Braille, livros falados e audiolivros.

Fábricas de Cultura

As unidades possuem acesso facilitado para usuários de cadeira de rodas e programação especial voltada para deficientes visuais ou auditivos. Nas bibliotecas destas unidades são realizadas atividades nas quais os participantes aprendem como utilizar materiais destinados às pessoas com deficiência visual como livros em Braille e audiolivros.

Além disso, são realizadas contações de histórias adaptadas para braile e dinâmicas diversas para aproximar os participantes da realidade das pessoas com deficiência.  As Fábricas também possuem instalação de piso podotátil, equipamentos que permitem a leitura para pessoas com deficiência visual e motora, impressora em Braille, e os cursos oferecidos podem receber crianças, jovens e adultos com deficiência física ou intelectual.

Espetáculos

Teatro Sérgio Cardoso oferece audiodescrição e libras em algumas sessões. Para participar é necessário solicitar as poltronas reservadas de acordo com a disponibilidade, que inclui baixa visão, cegos com audiodescrição, cegos acompanhados de cão guia, cadeirantes e surdos com tradução em Libras.

Dança

Desde 2013, a São Paulo Companhia de Dança utiliza o recurso de audiodescrição – modo que transmite aos deficientes visuais, por meio de fones de ouvido, informações sobre cenário, figurino e, principalmente, os movimentos dos bailarinos – em suas apresentações por espaços públicos do interior e da capital de São Paulo.

Com o objetivo de viabilizar a implantação de mais recursos de acessibilidade comunicacional, a São Paulo Companhia de Dança ampliou o programa por meio do aplicativo gratuito Whatscine. O app transmite para smartphones e tablets os recursos de audiodescrição, interpretação em Libras e subtitulação, permitindo que as pessoas com deficiência entrem em contato com a experiência da dança. São oferecidos fones de ouvido e tablets para as pessoas que não tem o aplicativo em seus celulares.

Música

Tanto a EMESP – Escola de Música do Estado de São Paulo – quanto o Projeto Guri – programa de educação musical – oferecem a musicografia Braille, que consiste na transformação da partitura em Braille, permitindo assim a leitura e a associação com diversos instrumentos como violão, cavaquinho, flautas, entre outros. No caso do Guri, os educadores dos polos de ensino no interior e litoral foram capacitados para o uso do software Musibraille (que permita a musicografia) e, para os alunos totalmente cegos, há também a distribuição de livros em Braille, que são usados como material didático.

Museus

Pinacoteca possui o Programa Educativo Para Públicos Especiais – PEPE. O objetivo é permitir o acesso de pessoas com deficiências por meio de abordagens multissensoriais. As visitas são realizadas por educadores especializados, inclusive em Libras. Além disso, para garantir a autonomia de visitação ao público com deficiência visual, foi desenvolvida a Galeria Tátil de Esculturas Brasileiras e um videoguia para o público surdo.

Museu da Imigração oferece o Programa Museu Inclusivo, que além da acessibilidade física, oferece visitas e atividades específicas para atender ao público com deficiência visual, auditiva, mental e intelectual.  O programa inclui desde desenhos em alto relevo, para experiências sensoriais, até produção de cartões-postais, quebra-cabeças e demais atividades que estimulem também a interação entre essas pessoas.

Museu do Futebol desenvolveu, entre os anos de 2010 a 2015, o Projeto Deficiente Residente, no qual pessoas com diversos tipos de deficiência foram integradas à equipe de atendimento do museu. Cada residência teve a duração de seis meses e contribuiu para novas maneiras de sociabilização, quebra de barreiras atitudinais e de paradigmas no olhar e na mentalidade de todos os envolvidos. O resultado da ação pode ser conferido no documentário “Deficiente Residente”, disponível no canal do museu do Futebol no Youtube (www.youtube.com/user/museudofutebolspaulo)  no  site  www.museudofutebol.org.br . O museu oferece também audioguia para cegos, com informações sobre o trajeto, descrição das salas, exploração do conteúdo desenvolvido e mais.

Casa Guilherme de Almeida, reaberta em 2010, passou por melhorias para facilitar o acesso dos visitantes, incluindo o de pessoas com deficiência. Foram implementados sinalização tátil no piso, banheiro adequado e elevador externo, para permitir a visita ao andar superior do Museu. Além disso, a visitação é sempre acompanhada por educadores, que possuem curso introdutório em Libras. Há também o desenvolvimento de objetos que serão utilizados para o reconhecimento tátil do local.

MIS-SP oferece, em edições trimestrais, o Acessa MIS, projeto de acessibilidade que busca aproximação das pessoas com deficiência ao museu por meio de visitas monitoradas e atividades práticas. 

Para aproximar o público de seu acervo, o Museu Afro Brasil, por meio do programa Plural Singular, selecionou obras originais e reproduções de obras liberadas ao toque, além de maquetes tridimensionais com legendas em dupla leitura (à tinta e em Braille). Há também reproduções em relevo de obras de arte e jogos educativos.

ProAC

O Programa de Ação Cultural (ProAC), iniciativa de fomento à cultura do Governo do Estado de São Paulo, também apoia inúmeros projetos culturais voltados à acessibilidade. Por meio do edital de Economia Criativa, o web designer Fernando Luís Tassinari, de Ribeirão Preto, desenvolveu um site adaptado para deficientes visuais com o intuito de divulgar os editais da área de cultura, como o ProAC. Os deficientes visuais utilizam uma ferramenta de leitura para navegar na internet, mas que não lê arquivos em PDF ou em Word. Para que eles tenham acesso aos concursos, o site transforma tudo em linguagem html. Mais informações no site: www.acessacultura.com.br.

Para mais informações sobre os equipamentos e seus recursos, acesse: www.cultura.sp.gov.br.

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Ligia Minaro

Jornalista Responsável: Ligia Minaro - MTB 33.856

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