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Segunda, 03 Agosto 2015 09:33

Nova temporada de ‘Casa Encaixotada’ em São Paulo

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A partir de agosto, espetáculo integrará o Teatro Mínimo, projeto do Sesc Ipiranga que investe em montagens intimistas

De14 de agosto a 3 de outubroo espetáculo‘Casa Encaixotada’retorna a São Paulo para temporada no Sesc Ipiranga.

Com direção de Ruy Filho, a peça é um solo de Frank Borges, ator que integrou o Centro de Pesquisa Teatral (CPT), coordenado por Antunes Filho, e o elenco da série “Sexo e as Nega”, de Miguel Falabella.

Após a montagem‘Geração Pocket – Pessoas Mal Traduzidas’, dirigido por Bruno Garcia em 2012 no Rio de Janeiro, Borges traz a poética e o humor de fatos de sua vida em paralelo com a história do século XX. A peça reflete sobre a família, primeira célula social que conhecemos, o núcleo de convivência onde indivíduos que compartilham o mesmo teto desenvolvem sua personalidade, crescem e encontram o sentido de sua existência, unidos por laços afetivos que podem oferecer tanto os encantos do amor quanto as tristezas nascidas da frustração e da indiferença.O espetáculo estreou em janeiro noTeatro Parlapatões. Na sequência fez temporada no Teatro Poeirinha (Rio de Janeiro) e Sesc Prainha (Florianópolis).

A peça contaa história de Ben, um corretor de imóveis criado por um pai e uma mãe distantes e ausentes, que apenas discutiam as contas da casa. Parte da sua infância e juventude aconteceu numa “casa encaixotada”, já que seu pai vivia sendo transferido de cidade. Para se localizar em meio a tantas mudanças, Ben fez da memória o seu verdadeiro território. Certo dia, o corretor vai fazer uma vistoria num imóvel e se depara com a porta fechada. A sensação de impotência lhe traz de volta as lembranças das casas onde morou e das transformações que vivenciou e testemunhou durante todos aqueles anos.

A encenação, não realista, funde acontecimentos históricos com a vida do personagem. O cenário, de Ruy Filho e Frank Borges, é criado e recriado ao vivo pelo próprio ator ao longo da peça, a partir do uso de rolos de fita-adesiva. Das linhas criadas pelas fitas no espaço, serão extraídos desenhos, imagens, sons e movimentos que ajudam a dar forma ao tema em questão: o tempo, e as lembranças de um homem que passou sua infância e juventude em casas encaixotadas, sempre mudando de endereço.

O espetáculo integra o projeto Teatro Mínimo- série de espetáculos intimistas, preferencialmente monólogos, baseados essencialmente no trabalho de interpretação do ator. Traz textos de autores consagrados e de novos dramaturgos, que tenham como foco o trabalho de expressividade do intérprete. 

Sobre Frank Borges -Recentemente, integrou o elenco da TV Globo no seriado “Sexo e as Nega”, de Miguel Falabella. Na emissora, já atuou na minissérie “Queridos Amigos”, de Maria Adelaide Amara. No teatro, integrou o Centro de Pesquisa Teatral, coordenado e dirigido por Antunes Filho. Lá, participou do processo da peça “Hamlet” (Shakespeare). No teatro atuou em “O avarento” (Molière), com Jorge Dória e direção de João Bethencourt; “Tartufo” (Molière), com André Valli e Edney Giovenazzi e direção de Jaqueline Laurence; “Relações Aparentes” (Alan Ayckbourn), com Tato Gabus Mendes e direção de Ary Coslov; “Essa Nossa Juventude” (Keneth Lonergan), com Caio Blat, Cauã Raymond e Simone Spoladore, e direção e Maria Luiza Mendonça; “Os Justos” (Albert Camus), com Ângelo Paes Leme e Caio Junqueira, direção de Moacyr Góes; “A primeira Noite de Um Homem”, com Vera Fischer e direção de Miguel Falabella; “Mais Respeito Que Sou Tua Mãe”, de Hernan Casciari, com Claudia Jimenez e direção e Miguel Falabella. É autor de “Geração Pocket – Pessoas Mal Traduzidas”, dirigida por Bruno Garcia, em 2012, no Teatro Nelson Rodrigues (RJ); “Casa Encaixotada”, dirigido por Ruy Filho e encenada no Teatro Poeria, no Rio de Janeiro, e, também, no Teatro Parlapatões, em São Paulo; “O Futuro Está Cancelado”, “Todos Estão Surdos – O Musical”, “Quase”, “Deserto de Mármore”, “Desenho Desanimado” e “Se Eu Quisesse Te Enganar Eu Te Enganaria – Interativo, Sem controle, Nada Remoto”.

  

Sobre Ruy Filho -Editor e idealizador da revista Antro Positivo. Bacharel em Artes Visuais, foi aluno ouvinte em Semiótica e Ciências Cognitivas na PUC-SP e Direção Teatral na ECA-USP. Atua como pesquisador sobre política pública na área da cultura. Diretor e dramaturgo, fundou em 2008 a Cia. de Teatro Antro Exposto e em 2010 o coletivo de crítica Diálogos. Em 2014 editou o catálogo do festival “Mirada” e idealizou o Núcleo de Composição Sonora para Teatro e Cinema no Sesi Curitiba. Participou das comissões Prêmio Governador do Estado para a Cultura (SP), Proac ICMS e Instituto Votorantim. Nos últimos anos, mediou o Encontro Artes Cênicas & Negócios no Tempo Festival, RJ. Trabalhou também como assistente de direção de Gerald Thomas e no Teatro Oficina na criação dos vídeos para “As Bacantes”, ao lado de Fernando Coimbra. No Rio de Janeiro, participou como representante brasileiro no FESTLIP. Foi curador da série “Encontros Improváveis, Mas Não Impossíveis” para o SESCSP, junto ao projeto Puzzle, espetáculos dirigidos por Felipe Hirsch, onde realiza atualmente a função de crítico interno durante a criação e temporada dos quatro espetáculos. Em 2015, idealizou para a MITsp a ação Crítica Perfomativa, em coprodução com a mostra e apoio do Itaú Cultural.

Teatro Mínimo– Casa Encaixotada

De 14/8 a 3/10. Sextas, às 21h30; sábados, às 19h30

Local: Auditório (30 lugares).Duração: 50 minutos.Classificação: 12 anos

Ingressos: R$ 6,00 a R$ 20,00

Ficha técnica

Texto e atuação: Frank Borges

Direção e iluminação: Ruy Filho

Cenário e figurino: Frank Borges e Ruy Filho

Projeto Gráfico e Fotos de Cena: Patrícia Cividanes

Sesc Ipiranga– Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga

Telefone para informações: (11) 3340-2000

Bilheteria– Terça a sexta, das 12h às 21h; sábados, das 10h às 21h30; domingos e feriados, das 10h às 18h

Ingressos à venda também em todas as unidades do Sesc SP ou no sitewww.sescsp.org.br

Não temos estacionamento

Acesso para deficientes físicos

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