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Quarta, 02 Maio 2018 12:40

Hospital Planalto - Atendimento demora até 10 horas na fila Destaque

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Como uma doença crônica sem cura que seus efeitos apenas são remediados com um ou outro medicamento, assim também é a situação do Hospital Waldomiro de Paula conhecido como Hospital Planalto em Itaquera. Ao longo dos anos uma ou outra ação governamental apenas remediam o caos, que pode estar muito próximo com a completa falta de atendimento à população.

 

Entra prefeito, sai prefeito, são sucessivas gestões municipais que este equipamento de saúde não supre sequer uma parte da demanda. Ao longo dos anos, histórias de falta de atendimentos, de mortes, de pessoas humildes que clamam pela vida nas portas deste hospital, histórias como estas vão se acumulando transformando-se em um dantesco roteiro de incompetência governamental.
Claro que a culpa não cabe aos funcionários do hospital, como muitos usuários sempre comentam “dão tudo de si em prol do atendimento”, mas que não é o suficiente. A culpa vem dos ocupantes de cargos de alto escalão que – provavelmente – temendo perder o emprego não têm a coragem necessário de cobrar de forma incisiva prefeito e secretário de Saúde e assim a vida segue e o triste quadro do Planalto também.
A reclamação quase que uníssona entre usuários são as mesmas de anos: “faltam médicos, enfermeiros e equipamentos”. Existem casos até de funcionários – sob anonimato – afirmarem que faltam até materiais básicos.
Recentemente a Prefeitura de São Paulo informou que foi autorizado a abertura de um concurso público de 948 vagas para a AHM (Autarquia Hospitalar Municipal). Concurso que contempla diversos cargos para os níveis fundamental, médio e superior, que devem ser distribuídos nas unidades da autarquia, entre elas o Hospital Planalto. Mas o fato é um só: tal informação não resolve o problema, já que o caso do Planalto deve sim ter um tratamento específico para este equipamento como o então governador Mário Covas fez com o Hospital Santa Marcelina no final dos anos 90. Existia uma ação efetiva e direta voltada ao “Santa Marcelina”, havia a união de nomes de peso da comunidade que cobravam de forma veemente o então governador e assim as melhorias saiam da retórica e das reuniões, e de fato se efetivavam.
Claro que enquanto não acontecer um tratamento de choque o Hospital Planalto continuará sendo o calvário do itaquerense que tem que ir para outros bairros em busca de atendimento. Atualmente um único atendimento pode levar até 10 horas e até crianças tem que aguardar mais de 7 horas para atendimento e exames.
Até o fechamento da edição a Secretaria de Saúde não enviou resposta.

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Luiz Mário Romero

Diretor Responsável: Luiz Mário Romero - MTB 34.256