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Segunda, 05 Setembro 2016 10:41

“ Haddad está acabando com o comércio da Mateo Bei”, afirma comerciante Destaque

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Comerciantes estão desesperados com as quedas de faturamento, que chegam a 50%, sem contar o grande número de funcionários demitidos e lojas que sucumbiram e fecharam as portas. Tudo isso – segundo os comerciantes ouvidos pelo Fato Paulista – por causa das faixas exclusivas de ônibus.

 

A avenida Mateo Bei em São Mateus sempre foi um dos maiores corredores comerciais do Brasil, com cerca de mil estabelecimentos comerciais entre lojas térreas e  salas comerciais, empregando quase cinco mil pessoas ao todo, sem contar com os ambulantes que ali atuam há anos. São décadas que os comerciantes tentam em vão apoio governamental e o mínimo de estrutura. No final do século passado, chegou-se a ventilar que o logradouro receberia as benfeitorias do  então Programa Ruas Comerciais a exemplo da badalada Oscar Freire nos Jardins. Aconteceram reuniões, mas tudo não passou de um mero balão de ensaio.
    Os anos passaram e os comerciantes continuaram esquecidos, mas cada um “tocou a sua vida” ao longo dos anos até que o presidente da SPTrans (São Paulo Transportes), Jilmar Augustinho Tatto resolveu implantar na via as chamadas faixas exclusivas de ônibus. Claro que o trânsito passou a fluir, mas o comércio começou a minguar para desespero dos pequenos comerciantes ali instalados há anos.
    Com a faixa exclusiva em horários estendido (das 6h00 as 20h00) os carros de passeio nem sequer podem parar na via nem para descarga de mercadorias e muito menos para consumidores. “Com a proibição de parar e estacionar praticamente inviabilizou a continuidade de muitos comércios” comentou João Carlos da Silva da Idelma Farm. “O prefeito esteve aqui e prometeu pelo menos a baia com recuo para carga e descarga e nem isso ele cumpriu”, completa.
    Já Solange Jacintho da Pharma Bio informou que o seu faturamento caiu em 50% e disse que muitos clientes foram multados. “A Prefeitura não respeita nem a Lei 11.471/94 que prevê o estacionamento de curta duração para estabelecimentos farmacológicos”, ressaltou. Com a queda do faturamento Solange disse,  que se viu obrigada a demitir cinco dos 12 funcionários que mantinha.
    O ativista social Lourivaldo Delfino que se engajou nesta luta informa sobre uma estimativa da queda dos faturamentos dos comerciantes da Mateo Bei. Ele informou que os comerciantes instalados no trecho do Largo São Mateus até a avenida Maria Cursi o faturamento caiu em média 20% e da Maria Cursi até a Rio das Pedras caiu entre 50 e 70%.
Outro que amarga a queda de faturamento é Agenor Lenhati da Farma Nova Plus. Há década no mesmo endereço, o comerciante disse que nunca passou por um momento tão difícil. Comerciante há mais de 40 anos no mesmo endereço “Seu Akiu” como é conhecido, disse que pensa em abaixar as portas definitivamente.
    Já Pedro Barone da Empório Alex disse que os comerciantes da Mateo Bei começaram a sofrer já na gestão de Gilberto Kassab a frente da Prefeitura. “Esta dobradinha Kassab-Haddad está acabando com a Mateo Bei”, desabafou.
    Alguns vereadores entraram na luta dos comerciantes enviando ofícios ao Prefeito e ao presidente da SPTrans, mas nada foi resolvido.
    “O que milhares de comerciantes e outras dezenas de milhares de consumidores querem é somente o mínimo,  que é a flexibilização do horário de funcionamento das faixas exclusivas de ônibus em toda extensão da Mateo Bei para os horários de pico que são das 6h00 às 10h00 e das 17h00 às 20h00. E não do jeito que está das 6 às 20h00”, destacou o combatente Lourivaldo Delfino, o conhecido Vampiro da Leste.

 

 

 

 

 

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Luiz Mário Romero

Diretor Responsável: Luiz Mário Romero - MTB 34.256

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