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Segunda, 11 Julho 2016 11:53

Coordenador dos fiscais de Itaquera está sendo investigado pela Corregedoria Destaque

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A partir de uma denúncia publicada neste Fato Paulista em março do ano passado a Corregedoria Geral do Município abriu sindicância para apurar a ação do coordenador de CPDU da Subprefeitura de Itaquera, coordenadoria que entre outras atribuições fiscaliza estabelecimentos comerciais  e o uso e ocupação do solo.

 

Vereador Celso Jatene, Subprefeito Mauricio e Alexandre Tavares, um dos doadores de campanha do vereador Celso Jatene.Em março do ano passado o Jornal Fato Paulista estampou a seguinte manchete “Coordenador dos Fiscais manda multar e supostamente depois negocia consultoria”. A matéria estampou mais um momento de turbulência que o bairro de Itaquera passava. Pequenos comerciantes do bairro passaram a receber uma saraivada de multas e autuações depois que Alexandre Massola Tavares assumiu a Coordenadoria de Projetos e Desenvolvimento Urbano – CPDU.
    Quanto as autuações e fiscalizações, nada mais natural que a lei fosse cumprida. O que a reportagem na época informou  foi o fato de Alexandre Massola Tavares ser sócio proprietário da TAC Assessoria, empresa que atua justamente com regularização de obras e estabelecimentos comerciais.
    Na mesma reportagem o jornal informou e disponibilizou na versão online na web o áudio de uma funcionária da TAC Assessoria que informava o valor de uma regularização. Ela confirmou ser Alexandre Tavares o proprietário da empresa com sede na Vila Formosa, Zona Leste paulistana.
Na época um jornalista do Fato Paulista esteve na TAC, claro que não se identificou como tal, disse que pretendia regularizar uma pequena empresa

Vereador Celso Jatene, Subprefeito Mauricio e Alexandre Tavares,um dos doadores de campanha do vereador Celso Jatene.

que mantinha em sua residência. Foi o bastante para a funcionária afirmar que a regularização saia por cerca de R$ 5 mil e que a regularização seria mais fácil pelo fato do proprietário trabalhar na Subprefeitura de Itaquera. A conversa foi gravada e disponibilizada na página do Fato Paulista na web.

O caso acabou sendo enviado a Corregedoria Geral do Município pela própria Prefeitura paulistana conforme nota datada em 12 de maio de 2015. A nota informou que: “A denúncia do jornal será encaminhada à Controladoria Geral do Município para averiguação. Assessoria de Imprensa - Secretaria Executiva de Comunicação”.
    Hoje, passados mais de um ano da publicação, Alexandre Massola Tavares continua em processo de Sindicância instaurado pela Corregedoria Geral do Município,  que inclusive solicitou a este jornal o áudio da conversa entre o jornalista e a funcionária da TAC Assessoria.
    A equipe do Fato Paulista tentou ter acesso ao processo, mas a Procuradora do Município, Maria Isabel Davidoffenge informou que “Infelizmente não podemos conceder acesso ao processo nesta fase, pois se trata de Sindicância, que tem caráter sigiloso (artigo 204 da Lei nº 8.989/79).  Somente quando processo for concluído deixará de ser sujeito a sigilo.”
Entramos em contato com a assessoria de imprensa da Subprefeitura de Itaquera, mas até o fechamento da edição, não obtivemos retorno.
    
NOTA DA REDAÇÃO: Vale um mero questionamento. Como devem se sentir pequenos comerciantes, dirigentes de clubes (somente a guisa de exemplo) e  ambulantes quando são autuados por fiscais que são coordenados por alguém que está sendo investigado pela Corregedoria Geral do Município? Vale destacar ainda que se a PMSP enviou a denúncia do Fato Paulista a CGM e a mesma acatou e abriu Sindicância, não restam dúvidas que indícios de irregularidades não faltam.
    Por fim vale outro questionamento: Todas as autuações, multas, multas canceladas e demais procedimentos realizados no tempo que Alexandre Tavares está a frente da CPDU não deveriam ser revistos um a um?

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Ligia Minaro

Jornalista Responsável: Ligia Minaro - MTB 33.856