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Sexta, 22 Novembro 2013 00:00

Líder comunitário avisa: “Vamos fechar a Jacu Pêssego no dia 27” - edição 203 Destaque

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Quem promete é o líder comunitário e chefe de gabinete do vereador Alessandro Guedes do PT, Hamilton Clemente Alves. Ele promete criar um grande movimento e fechar a via, caso a Dersa e a CDHU não revejam a situação das centenas de famílias, que foram desabrigadas por causa das obras do Rodoanel na região do Jardim São Francisco em São Mateus.

Centenas de famílias de diversos bairros da região de São Mateus foram desabrigadas devido as obras do Rodoanel, além do Jardim São Francisco, estão na mesmo situação famílias do Jardim da Conquista, além de outras cidades como Mauá e São Bernardo do Campo. Na época das desapropriações por conta das obras as famílias foram removidas de suas moradias com a promessa de serem contempladas com uma unidade habitacional.Como medida paliativa foi concedido de imediato o Bolsa Aluguel, depois surgiu a promessa da Carta de Crédito, mas a verdade é uma só: as famílias estão há mais de dois anos, com a medida, que os mandatários do Poder afirmaram ser provisória: o Bolsa Aluguel. 

Segundo o líder comunitário Hamilton Clemente Alves, que ao lado de Jeronimo Barreto, lidera o movimento em prol das famílias, não houve nenhum reajuste dos benefícios nos últimos dois anos. A questão virou um drama que envolve truculência como a ocorrida em uma reunião na CDHU – Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (Hamilton  afirma ter sido agredido) como também histórias de famílias com sete crianças que residem em habitações precárias como garagens e de favor na casa de vizinhos. “Vou voltar e fazer o meu barraco aqui neste lugar” avisa uma das antigas moradoras, se referindo  ao local onde a entrevista foi feita na avenida Sapopemba no acesso a Jacu Pêssego.

As histórias das famílias são parecidas, parecem até a mesma, mas são de muitas famílias, mães com muitos filhos que não têm onde morar.

Segundo Hamilton Clemente Alves, existe um imbróglio, já que a Dersa se comprometeu – segundo ele – por escrito – a contemplar as famílias com unidades habitacionais. “Mas passaram a bola para a CDHU, que agora criou uma tal carta de crédito, com mais exigências que as de um financiamento convencional, o que torna impraticável. Estas famílias já tinham suas moradias e não podem ser tratadas desse jeito, por isso se nenhuma providência for tomada vamos fechar a Jacu Pêssego no próximo dia 27”, avisa.

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Ligia Minaro

Jornalista Responsável: Ligia Minaro - MTB 33.856